FESTA DE ENCERRAMENTO E ENTREGA DE PRÉMIOS
DO 34.º CAMPEONATO DA A. A.V. DO NORTE
"AS ÁRVORES MORREM DE PÉ".
Realizou-se no passado dia 14 de Junho de 2009 no Casino de Espinho a festa de encerramento e entrega de prémios do 34.º Campeonato organizado pela A. A. Veteranos do Norte, "As Árvores Morrem de Pé". Foi este evento de confraternização entre todos aqueles que directa e indirectamente estiveram ao serviço da Associação mais uma vez uma cabal prova do dinamismo e organização com que nos presenteou a todos sem excepções. Estiveram presentes nesta cerimónia a convite da Direcção da A.A.V. Norte, o representante da Câmara Municipal do Porto, representante do Governo Civil do Porto (ausente) representantes da Junta de Freguesia de Campanha, Clubes filiados e os representantes dos Órgãos Sociais da Associação; Presidente da Assembleia-geral, Exmo. Sr. Dr. Cunha Moura, Exmo. Sr. Alfredo Jorge, seu Secretário, Direcção, Conselho Fiscal, Conselho Técnico de Disciplina e Conselho de Arbitragem. A convite da Direcção esteve também presente o Exmo. Sr. Pacheco, ex-presidente do Conselho de Arbitragem. Depois da saudação de boas vindas a todos os presentes feitas pelo Sr. Valdemar Mota, Digníssimo Presidente da Associação de Atletas Veteranos do Norte que aproveitou a oportunidade para homenagear alguns Dirigentes que com o seu trabalho e dedicação em prol da Sua Associação honraram o bom nome desta Casa, casos dos Exmos. Sr.es Carlos Almeida, 1.º Secretário da Direcção agraciado com a "Árvore de Ouro"pelos relevantes serviços prestados ao longo de vários anos e o Exmo. Sr. Fernando Silva Monteiro, 2.º Secretário da Direcção com a "Árvore de Prata" pelo seu valioso contributo e empenho na dignificação da Associação e em particular do Futebol Veterano. Foi também muito justamente agraciado com o galardão máximo desta Associação "Árvore de Ouro" o Exmo. Sr. Pacheco ex-presidente do Conselho de Arbitragem pelo valioso contributo e trabalho ao longo de vários anos pela dignificação da Associação e em particular da Arbitragem no Futebol Veterano. Foram ainda agraciados com a "Árvore de Prata"o Senhor Avelino Pereira Bernardo, Presidente do actual Conselho de Arbitragem e os seus vice-presidentes, Senhores, Casimiro Martins e Elísio Martins, neófitos na Direcção de tão importante órgão Associativo que com a sua dedicação e empenho contribuíram para o engrandecimento e reconhecimento de todos pelo esforço na procura da melhoria da Nossa Arbitragem. Seguiu-se a intervenção do Sr. Alfredo Jorge, Digníssimo Secretário da Assembleia da A.A.V. Norte que depois de uma breve introdução sobre a época que agora terminava, realçando e enaltecendo o desportivismo evidenciado por todos os Clubes participantes nas competições da Associação, saudando vencedores e vencidos, chamando de seguida os Digníssimos representantes dos Clubes Filiados aos quais foram entregues individualmente as Taças e medalhas correspondentes á sua participação nas competições oficias da época 2008/2009. De seguida tiveram o uso da palavra os Digníssimos representantes das entidades convidadas que quiseram também deixar uma palavra de apreço para com todos os que contribuem para o engrandecimento da Associação dos Atletas Veteranos do Norte, terminando todos por referir que tudo continuarão a fazer para ajudar a engrandecer e desenvolver a Associação de Atletas Veteranos do Norte. Para terminar esta Sessão de Encerramento e entrega de prémios, entreviu o Digníssimo Presidente da Assembleia-geral, Exmo. Sr. Dr. Cunha Moura que agradeceu o trabalho desenvolvido em prol da Dignificação da Associação assim como a presença de todos neste evento deixando uma palavra de apreço para com todos aqueles que de uma forma ou outra vão ajudado a Associação a prosseguir na sua nobre missão de contribuir para o desenvolvimento do associativismo nesta cidade possibilitando a prática do Futebol Veterano.
Não poderíamos deixar de referir também a presença do Órgão de Comunicação Social o "Jornal de Espinho" que demonstrou ao contrário de outros órgãos de comunicação convidados o interesse e carinho que nutre pelo associativismo e em particular pelo Futebol Veterano. O nosso bem-haja.
Depois da Sessão Solene, precedida de um "Porto de Honra", seguiu-se no Restaurante do Casino de Espinho um Jantar de Gala com espectáculo.
O árbitro fora e dentro do campo
Espero que com estas minhas humildes e experientes bases de conhecimentos adquiridos ao longo dos vários anos em que desempenhei a nobre função arbitral, possa sobretudo criar processos e atitudes condizentes com uma outra postura e mentalidade, que vise fundamentalmente dignificar a nossa arbitragem e sobretudo a nossa Associação de Atletas Veteranos do Norte.
No presente artigo o objectivo é analisar a conduta do árbitro fora e dentro do campo de jogo. Nas últimas décadas, o futebol passou por evoluções em todos os componentes que estão envolvidos no contexto do treino desportivo, seja nos campos físico ou técnico; táctico ou psicológico; clínico ou administrativo.
Tais evoluções permitiram a esse desporto adquirir um tratamento científico, exigindo, consequentemente, a actuação de elementos cada vez mais qualificados para actuarem em todas estas áreas, visando a busca por resultados eficazes.
Diversos profissionais estão envolvidos com o quotidiano do futebol: técnicos, preparadores físicos, treinadores de guarda-redes, fisiologistas, fisioterapeutas, nutricionistas, médicos, dentistas, assistentes sociais, psicólogos, administradores, jornalistas, etc. As competições e os jogos estão cada vez mais equilibrados. Neste contexto, o árbitro assume um papel decisivo, na medida em que cabe a ele ser o mediador dos confrontos entre os clubes nos diversos campeonatos. No desempenho de suas funções, o árbitro deverá proceder com imparcialidade, independência, competência, cuidado activo e discrição.
Ousa-se assim, afirmar que o sucesso da arbitragem depende da qualidade moral, ética, física e técnica daqueles que irão desempenhar o papel de árbitros, pois na sua capacidade física e técnica, e na lisura de seu comportamento e na seriedade de suas decisões e julgamentos durante as partidas, repousam a segurança e confiança de todos os actores sociais envolvidos com o futebol. Daí, a necessidade de se manterem em uma condição física e técnica condizente com a actual dinâmica do futebol.
Por outro lado, a preocupação com a ética e o cuidado com valores moralmente imprescindíveis na prática serem enaltecidos nos últimos tempos, exigindo posturas de moralidade o que exige do árbitro uma preservação cada vez maior com sua imagem fora das quatro linhas.
É extremamente importante proteger a integridade tanto dentro como fora do terreno de jogo. Embora o árbitro esteja consciente das suas responsabilidades, deverá estar igualmente preocupado em manter o respeito dos outros pela sua integridade fora do campo. Isto implica nunca expressar a sua opinião sobre jogadores e clubes, e ter claro que é uma figura pública, sujeita ao julgamento dos outros.
Sendo assim, uma regra essencial a ser observada pelo árbitro, quando da escolha por tal vertente no futebol, é que a aceitação do cargo somente deverá ocorrer se estiver plenamente convencido de que poderá cumprir a sua tarefa com imparcialidade, pois nisso reside a base da seriedade, confiança e segurança dos adeptos, atletas, jornalistas, dirigentes, técnicos, preparadores físicos entre outros actores pertencentes a vida quotidiana do futebol.
Uma outra regra a ser observada pelo árbitro é, de somente aceitar o cargo se estiver seguro de que realmente poderá actuar com eficácia para proporcionar ás equipas envolvidas, em uma determinada competição, decisões justas e correctas de acordo com as leis do jogo. Nesta mesma ordem de directrizes, só deverá aceitar o cargo se possuir conhecimento adequado das regras do jogo exigidas para a actuação como árbitro, além de ser capaz de dedicar a actividade, o tempo necessário para o desenvolvimento de sua condição física e técnica.
A principal missão do árbitro é assegurar que o jogo se desenrole de acordo com as regras, interferindo o menos possível. Empenhando-se em satisfazer quatro responsabilidades principais:
? Assegurar que o jogo se desenvolva de acordo com as regras estabelecidas.
? Interferir o menos possível, evitando tornar-se o foco de atenção.
? Estabelecer e manter um ambiente que permita que todos os envolvidos com o jogo de futebol apreciem o jogo/competição.
? Mostrar preocupação com a integridade física dos atletas.
Sendo assim, a verdadeira consistência da actuação do árbitro resulta na unificação da interpretação das regras a cada acção competitiva separadamente. Cabe ao árbitro aplicar esta interpretação uniforme no decurso dos acontecimentos, tendo critérios claros. Isto assegura que as decisões dos árbitros sejam entendidas como consistentes e justas. Em síntese, a interpretação e julgamento com base em critérios adequados são as principais fontes de consistência.
Esta consistência dentro do jogo, que implica a interpretação uniforme das regras é determinante para uma arbitragem eficaz. Contudo, a consistência de um árbitro em diversos jogos é igualmente importante. Isto é, um bom árbitro aplica as regras correctas e similarmente jogo após jogo.
O segundo requisito para alcançar um alto nível de consistência implica as competências mentais e emocionais. A arbitragem consistente requer um estado mental estável. Oscilações no desempenho encontram-se frequentemente relacionadas com inconsistências psicológicas. A capacidade para atingir o adequado enquadramento psicológico e mantê-lo ao longo do jogo é fundamental para uma arbitragem eficaz.
Desta forma, embora a arbitragem implique cuidados éticos, conhecimento técnico e óptima condição física, ser um árbitro eficaz é definitivamente uma arte. E a arte evidenciada por um árbitro no ambiente da competição depende, em grande medida, das suas qualidades pessoais.
Casimiro Martins
Ex-árbitro dos quadros da F.P.F.
Árbitro da A.A.V.Norte ?As Árvores Morrem de Pé?
O ESPÍRITO VETERANO (I)
O "Espírito Veterano" incide num determinado contexto e momento sendo esta uma temática algo complexa e cujas vertentes aqui apresentadas são essencialmente para reflexão por parte de todos aqueles que são os intervenientes directos nesse sector do Desporto em particular do Futebol Veterano. Como interveniente directo no Futebol, estive ligado ao sector da arbitragem durante mais de duas décadas entre o amadorismo e o profissionalismo, hoje mantendo laços estreitos de cooperação na Arbitragem do Futebol Veterano, constato que desde os tempos "primitivos" das competições veteranas (Associação de Atletas Veteranos do Norte) onde há mais de três décadas se deu o seu início, os valores e as conjunturas mudaram bastante, não tanto no aspecto técnico mas sim nos aspectos da competitividade, das mentalidades e valores culturais e pessoais. Ao escrever sobre este tema, não o faço no sentido de ferir quaisquer susceptibilidades ou com o intuito de alterar "algo", faço-o simplesmente como referi no princípio desta crónica e nunca é demais salientar, como ponto de reflexão para todos aqueles que semanalmente são os protagonistas do Futebol Veterano, os seus atletas e dirigentes. Hoje, ser Atleta Veterano não é sinónimo de "velho", "acabado
2, "barrigudo" e outros mais adjectivos que se possam colocar; Veterano é um Atleta que gosta de praticar desporto em complemento sobretudo a uma carreira desportiva que acabou por ter atingido o limite de idade e também com claros objectivos físicos, mentais e de franca e salutar convivência entre companheiros e "adversários" de competição. Ser Atleta Veterano é também sinónimo de maturidade, experiência, educação e civismo, ser Atleta Veterano é transmitir aos mais jovens todos estes valores e virtudes e deles fazer a sua real imagem pessoal assim como das estruturas desportivas que representam. Ora o que se vai constatando frequentemente é o contrário do que aqui escrevo (é evidente que há boas excepções, felizmente), contudo de uns tempos a esta parte rara é a jornada em que o "Espírito Veterano" não é "atraiçoado", na sua maioria por questões fúteis, sobretudo de alguma falta de compreensão para quem como Eles, são Veteranos e dirigem as respectivas competições de Futebol. Não posso deixar também de referir que muitas das situações adversas que condicionam o próprio jogo por vezes são da responsabilidade de quem "comanda" os Atletas Veteranos. Uma "boa retaguarda", classe Dirigente com outro espírito, outra mentalidade, em suma outra cultura desportiva que actuasse com o sentido do prestígio e bom-nome das suas colectividades e do evento desportivo em que estão inseridos, traria com certeza um maior respeito e credibilidade. Toda a temática aqui dissecada resumidamente exprime unicamente o ponto de vista do seu autor e cujo objectivo é contribuir no sentido do que já foi referido, o de "clarificar" certas atitudes e comportamentos para que possamos novamente olhar para o Futebol Veterano como o "Espírito de outrora", franco e salutar convívio e camaradagem entre a família Veterana.
JANEIRO/2009
Casimiro Martins
ESPÍRITO VETERANO (II)
Dando continuidade ao tema abordado anteriormente, gostaria de referir que a temática que decidi escrever como referi é bastante abrangente e complexa contudo, permite-nos dissecar e aprofundar com maior clareza e consequentemente reflectir e procurar contribuir para tornar o Futebol Veterano mais digno e respeitável.
Se alertar as consciências fosse uma ?receita? em que se obtivesse efeitos e reflexos imediatos em todos os Agentes Desportivos ligados ao Espírito Veterano nada melhor para tornar as competições mais dignificantes e sobretudo competitivas no contexto da amizade e salutar convívio entre Pessoas Adultas. Infelizmente esta não é a ?receita? e pensando e repensando, procurando por todos os meios tentar achar a solução para o efeito e causa é evidente que ela não existe, isto fundamentalmente por uma clara falta de cultura desportiva a todos os níveis no nosso país que como consequência atinge a Classe Dirigente.
Reflexo desta falta de cultura desportiva é sem dúvida a vertente formação e todos nós sabemos que sem formação dificilmente se atinge os parâmetros da razoabilidade, da competência e fundamentalmente da compreensão para com a Causa em que estão inseridos. Ser Dirigente Desportivo é de uma enorme responsabilidade, é ser um Líder e ?Condutor? de Atletas e sobretudo um digno representante de uma Agremiação Desportiva. Mal de nós pensarmos que a culpa de muitas situações adversas ao fenómeno desportivo são só imputáveis á Classe Dirigente, muitas das vezes a estrutura por muito sólida que seja e que esteja a ser dirigida, basta existir no seu seio pequenos ?focos? individuais de indisciplina que se não forem extintos de imediato em prejuízo do Colectivo dificilmente se consegue disciplinar um Grupo. Naturalmente que não se pode só culpar a Classe Dirigente, pode-se sim pedir-lhes maior compreensão para com todos os outros Agentes Desportivos, mais diálogo e sobretudo mais Espírito Veterano assente no ponto mais premente desta crónica (Convívio e salutar Camaradagem), sem contudo é lógico descurar a vertente física e mental.
Aproximando-se o final do 34.º Campeonato da Associação Atletas Veteranos do Norte ?As Árvores Morrem de Pé? com decisões classificativas a definir a passagem á 2.ª fase da mesma competição e a consequente disputa do campeão que desejaríamos fosse o do verdadeiro ?Espírito Veterano?, é com alguma apreensão que perante situações pouco dignificantes que se têm vindo a verificar com certa regularidade, protagonizadas fundamentalmente em consequência do que já foi escrito, e sem culpabilizar quem quer que seja, Dirigentes e Atletas, era razoável e justo que fosse feita uma verdadeira e profunda reflexão por todos no sentido de não voltarem a suceder tais desagradáveis e desprestigiantes situações em prol do Bom nome desta Casa que é de todos nós a Associação de Atletas Veteranos do Norte.
Casimiro Martins
Março/2009
ESPÍRITO VETERANO (III)
Fase Final do Campeonato e Prova Extra
?Mais vale perder um título, que perder o respeito??
Casimiro Martins
Ao iniciar-se mais uma Fase Final do Campeonato e Prova Extra da A. A. Veteranos do Norte, nunca é demais alertar as consciências e avivar memórias no sentido de se evitarem algumas situações menos correctas que se passaram na fase anterior da competição e que em nada dignificaram quem as praticou assim como as colectividades que representam. Antes de mais, gostaria de referir como um bom exemplo a seguir o verdadeiro Espírito Veterano ter despontado na Final da Taça ?Artur Baeta?, onde o desportivismo e a camaradagem imperaram do princípio ao fim do jogo por parte de todos aqueles que estiveram envolvidos na disputa do referido Troféu. Para que estas duas provas que agora se vão iniciar corram da melhor forma e sejam o garante do Bom Nome desta Associação de Veteranos do Norte é necessário que todos os seus intervenientes sejam merecedores do nosso respeito e admiração, para isso é fundamental que se integrem verdadeiramente no Espírito Veterano da competição, evitando ?confrontações? verbais e físicas, respeitando (mesmo que por vezes pensem que a razão lhes assiste) as equipas de arbitragem que tão empenhadamente vão jornada a jornada com o seu trabalho e dedicação, e com as limitações conhecidas dignificando a Nobre Causa da Arbitragem e particularmente o seu Conselho de Arbitragem da A.A. Veteranos do Norte. Foras de jogo mal assinalados, lançamentos de bola pela linha lateral a vosso favor que os árbitros assistentes dão ao contrário, pontapés de canto transformados em pontapés de baliza, etc., etc., com certeza continuarão a acontecer nesta nossa competição assim como em todas as outras, mesmo com as mais avançadas tecnologias, que nós não temos. Entendemos e compreendemos que por vezes no ?calor do jogo? se discuta mais acaloradamente determinado lance, só que por vezes a forma como se discute não é a mais digna, agora não podemos admitir é que passe disso. Podemos e devemos todos sem excepções continuar a trabalhar no sentido de encontrar as soluções adequadas para que no futuro que desejaríamos próximo situações anormais ao dito Espírito da Competição deixem de acontecer. Para terminar, prefaciando um Árbitro da A. A. Veteranos do Norte: ?No final do jogo todos os jogadores me cumprimentaram e abraçaram?, assim o esperamos em todos os próximos jogos, sinal evidente que de alguma forma a mensagem que aqui fui passando deu os seus frutos e o Futebol Veterano sairá com certeza prestigiado.
Casimiro Martins
Março/2009
Estamos sempre a aprender?
Aprendemos em todos os momentos, em qualquer idade e durante toda a nossa vida. Estamos na altura da recuperação da dignidade da imagem do árbitro (Lei 5). A palavra desta ordem é aprender sempre. Tudo aquilo que diz respeito ao futebol e as técnicas de arbitragem estão em constante evolução. O árbitro precisa absorver e entender perfeitamente todo este processo, caso contrário, tornara-se um árbitro desfasado da realidade, sem a visão da dinâmica do jogo, sem o espírito e sem o conhecimento para usar o apito dentro do terreno de jogo (Lei 1).
A sua mente deverá estar aberta para receber novas informações. Ler e ouvir tudo que se escreve ou que se comenta sobre a arbitragem é um bom sinal de aperfeiçoamento. Observar os companheiros de arbitragem também é um óptimo meio de aprendizagem, porém, muito cuidado, observar apenas os erros e comentá-los em público, é demonstrar complexo de inferioridade.
Aprender sempre significa melhorar os seus relacionamentos pessoais e profissionais. O árbitro que seguir está linha de conduta poderá alcançar voos mais altos dentro do ?Universo? da arbitragem.
Neste seguimento de transformação, é importante que o árbitro receba estímulos dos companheiros valorizando o empenho e a dedicação empregue no estudo e na melhoria dos conhecimentos da nobre função. Será o estímulo que ira reforçar a sua auto-estima. Peça essencial do ego, do homem e do cidadão.
Desde o tempo do seu curso de arbitragem, o árbitro deve observar explorar e organizar tudo o que aprendeu e ter a consciência que o essencial da sabedoria está no aprender sempre.
Casimiro Martins
Abril/2009